As 4 tendências mais importantes das redes sociais em 2021

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Foto: Reprodução/Unsplash

O ano de 2020 mudou a relação das pessoas e das empresas com a internet e com as redes sociais. Em razão da pandemia do novo coronavírus e do consequente isolamento causado por ela, o ambiente digital tomou posição de protagonista – e deve seguir assim em 2021.

Dedicada a entender as mudanças trazidas por esse fenômeno, o Hootsuit, plaforma de gestão de mídias sociais, entrevistou mais de 11 mil profissionais de marketing. No artigo com os resultados da pesquisa, a plataforma aponta quais serão, na visão desses executivos, as tendências mais importantes das redes no ano que vem.

Confira abaixo:

1. ROI (retorno sobre investimento)
Se, em 2020, o ROI mais importante foi a aquisição de novos clientes, em 2021 o desafio será outro. Na visão dos executivos, o ano que passou teve um papel fundamental para atrair consumidores para as marcas. Agora, o trabalho deve ser de manutenção e conversão.

Para isso, será necessário criar experiências sociais online capazes de fortalecer a relação entre marcas e pessoas. Como exemplo, a pesquisa aponta marcas que têm experimentado produzir conteúdo exclusivo no TikTok, ou fazer transmissões ao vivo no Instagram. Um caso citado é o da marca de moda Tommy Hilfiger, que fez uma live com 14 milhões de pessoas e conseguiu vender mais de 1,3 mil peças em dois minutos. “Crie diversão no processo de compra. Transforme seu Instagram no seu showroom. Trabalhe com influenciadores”, diz o artigo.

2. Espaço de reflexão
Às vezes, o melhor que uma marca pode fazer nas redes sociais é ouvir as opiniões dos usuários e refletir sobre elas. Um exemplo disso foi o trabalho realizado pela Ocean Spray em um dos principais virais do ano. Foi no TikTok, rede na qual Nathan Apodaca postou um vídeo andando de skate enquanto tomava um suco direto da garrafa ao som da música Dreams, da banda Fleetwood Mac. É desnecessário dizer as proporções que o vídeo tomou – artistas, políticos e usuários ao redor do mundo reproduziram o que ficou conhecido como “Desafio Ocean Spray”.

O case de sucesso, entretanto, está na resposta da companhia. Em vez de capitalizar o sucesso em cima do viral e agir rapidamente, o CEO esperou uma semana até tomar alguma atitude. A primeira resposta foi publicar um vídeo próprio reproduzindo o desafio. Na sequência, o empresário enviou um caminhão com garrafas de suco para Apodaca, criador do vídeo.

“Em 2021, as marcas mais espertas devem descobrir como se encaixar na vida dos usuários nas redes. Elas devem encontrar maneiras criativas de participar da conversa, em vez de querer criá-la ou conduzi-la”, diz o artigo.

3. De olho nos baby boomers
Em 2021, marcas deverão olhar para uma classe emergente nas redes sociais: a dos considerados baby boomers, com idade média entre 33 e 64 anos. Segundo dados da pesquisa, 75% dos usuários nessa faixa comprou algo online somente em novembro de 2020. Para quem acha que as campanhas deste nicho devem se limitar à televisão, é hora de repensar a estratégia.

Um cuidado, no entanto, é não tratá-los da mesma forma que os mais jovens. A pesquisa mostra que essa é uma faixa com interesses próprios na internet, que vão de esportes e jardinagem à bricolagem. Embora o Facebook seja a plataforma mais usada por essa faixa, a segunda rede mais relevante é o Pinterest – então é preciso marcar sua presença lá e entender o que querem os usuários dessa rede.

4. Propósito
Segundo o estudo, 60% dos millenials planejam comprar de grandes empresas que cuidaram dos seus funcionários durante a pandemia. É preciso se adaptar às novas exigências dos consumidores – e saber comunicar isso. Transformar uma empresa comum em um negócio com propósito exige transparência e autenticidade. “Não é algo que você possa inventar. Nas redes sociais, a hipocrisia viraliza”, diz o artigo.

Como exemplo, a pesquisa aponta os cases da Patonia e do Ben & Jerry’s. Nas redes sociais, o artigo traz a resposta das duas marcas ao assassinato de George Floyd, morto em maio desde ano. Nos dois casos, as empresas foram além do “post do quadrado preto” no Instagram e se posicionaram com textos fortes contra o racismo nos Estados Unidos.

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