“Cidade em Pauta”: A presidente do TJMT alerta sobre violência doméstica contra a mulher na campanha “Justiça Inclusiva – Compromisso Com a Cidadania”; podcast disponível para download

Hoje (06) a Rádio Aliança FM reproduziu o podcast da campanha do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com a desembargadora Maria Helena Póvoas abordando a violência contra a mulher. Maria Helena Póvoas é a primeira mulher a assumir o TJMT. O podcast foi reproduzido no programa “Estação Livre” com Claudemir Lima dentro do quadro “Cidade em Pauta” com participação da Rosely Pereira. Na próxima semana, de 08 a 13 de março, o programa irá entrevistar mulheres personalidades de Colíder, iniciando na segunda-feira, com a presidente da Câmara Municipal de Colíder, vereadora Flavinha.

Por Claudemir Lima (redação)

Desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, presidente do TJMT Foto: divulgação

Neste sábado, na Rádio Aliança FM 99,9 o programa “Estação Livre” no quadro “Cidade em Pauta” reproduziu a campanha radiofônica do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com o tema “Justiça Inclusiva – Compromisso Com a Cidadania” aonde a Drª Maria Helena Gargaglione Póvoas presidente do Tribunal de Justiça do Estado aborda sobre a violência doméstica contra mulher, tratando sobre os dados de casos de feminicídios e assassinatos de mulheres e o silêncio da maioria delas diante dos abusos praticados pelo companheiro.

Maria Helena Gargaglione Póvoas, presidente do TJMT, empossada recentemente no dia 26 novembro de 2020, é a primeira mulher a presidir a instituição jurídica. É natural de Cuiabá, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com pós-graduação em Direito Processual Civil pela Universidade de Cuiabá. Maria Helena Póvoas assumiu um compromisso público de lutar pelos direitos da mulheres e ampliar a discussão do tema em vários espaços sociais.

No programete de 10 minutos, Maria Helena Póvoas analisa os graves problemas de violências contra as mulheres, num país aonde a cada 7 segundos uma mulher é vítima de agressão física. A desembargadora disse que tem que dar sua contribuição estando a frente de um organismo fundamental para o direito social das mulheres. “Estando a frente do Judiciário eu acho que eu tenho como fazer algumas investidas, algumas sugestões, uma delas seria fazer com que ao lado da conscientização das mulheres de que o grande caminho é denunciar”. A presidente acrescenta que pode fazer com que os procedimentos envolvendo casos de mulheres violentadas em seus direitos possam receber tratamentos adequados, dando celeridade nos processos, visto que a mulher exposta a abusos precisa de atenção jurídica imediata.

Maria Helena Póvoas vai buscar parcerias para esta missão de combate à violência doméstica contra as mulheres. “O Tribunal trabalhará em parceria com outros órgãos. Nós vamos procurar todos esses eles; Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública ,OAB, Defensoria Pública. E já fizemos assim um contato superficial com o secretário de segurança porque as nossas agendas ainda não se cruzaram ações para que pudéssemos conversar mais. Já tivemos um primeiro contato a respeito de fazermos o botão do pânico onde as mulheres possam pedir socorro”.

Segundo a desembargadora do TJMT, as mulheres de classe baixa que moram em bairros periféricos, simples, sofrem tanto quanto a mulher de classe média/alta. “As mulheres da periferia às vezes sai correndo na rua e grita para o vizinho ‘me socorre’. Já a moça da classe média e média-alta nem sequer chora alto que é para o vizinho não ouvir”.

A presidente do TJMT chama a atenção para o fortalecimento de associações e espaços para discutir o problema sem que haja por parte das lideranças interesses políticos, que segundo ela, muitas das associações de bairros se tornaram lugares para discursos de cabos eleitorais.

O podcast está disponível abaixo para download e pode ser compartilhado

“Justiça Inclusiva – Compromisso Com a Cidadania”
Campanha Sinal VermelhoFoto: divulgação

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Por Claudemir Lima

Fonte: podcast “Justiça Inclusiva – Compromisso Com a Cidadania” do TJMT

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