Crianças e adolescentes estão mais vulneráveis aos abusos e à exploração sexual neste período, diz CREAS/MT

Por Claudemir Lima

“A proposta da data também é sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade para participar da luta em defesa dos direitos das crianças e adolescentes”

Foto: Vitória Barreto

No dia 18 de maio será o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes”. A data será para lembrar e aumentar o debate sobre o tema. O CREAS (Centro de Referencia Especializado em Assistência Social) de Colider (MT) está divulgando a campanha nos mais diversos meios de comunicação para aprofundar o diálogo sobre esta temática social.

O dia 18 de maio foi instituído por uma lei federal (Lei Nº 9.970, de 17 de maio de 2000) que demarca a luta pelos direitos humanos de crianças e adolescentes no território brasileiro, descreve Thais Basaia do CREAS/Colíder (MT).

Portanto, o dia 18 de maio é um chamamento à toda a população do Brasil para se manifestar contra a violência sexual cometida contra crianças e adolescentes.

Neste ano, comemora-se 20 anos de mobilização da campanha. “A proposta da data também é sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade para participar da luta em defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, complementa a assistente social Thais Basaia.

A escolha da data remete á história factual de 1973, na cidade de Vitória (ES), quando uma menina foi sequestrada, espancada, estuprada, drogada e assassinada numa orgia de crueldade imensurável. Seu corpo apareceu seis dias depois desfigurado por ácido. Os agressores jamais foram punidos.

Em Colider (MT) estava programada uma caminhada para o dia 18 de maio, porém, com as medidas de segurança adotadas de controle ao coronavírus, não será feito, nos informa Thais Basaia, assistente social do CREAS de Colider (MT).

Thais Basaia, foi a entrevistada no programa “Estação Livre”, no quadro “Cidade em Pauta”, para falar sobre esta campanha, na Radio Aliança FM 99,9. A assistente social abordou a gravidade da situação no atual cenário de isolamento social, em que as crianças estão vulneráveis compartilhando mais tempo de convivência com seus próprios algozes, que são na maioria dos casos, membros da família.

A assistente social explica que a criança explorada, abusada, quase sempre não consegue distinguir o que está acontecendo e acaba interpretando como dentro do normal ou como afeto. Essa interpretação distorcida é porque o abuso e exploração sexual parte, em quase todos os casos investigados, de familiares do convívio com a acriança. Devido a isto, ela (a criança) não consegue se desvencilhar tão fácil e só consegue fazer a denúncia quando recebe apoio de gestores educacionais e sociais.

No atual contexto de isolamento social, a criança perdeu o seu canal de denúncia: a escola. A assistente social Thais Basaia explica que as crianças exploradas, aquelas com nível de consciência dos fatos denunciam os delitos aos seus professores.

“Os professores, médicos, cuidadores são os laços de confiança mais comuns para efetivação de denúncias”, que por razões da crise sanitária atual, não estão mais presentes no cotidiano das crianças.

O CREAS (Centro de Referencia Especializado em Assistência Social) aqui de Colider (MT) aposta na ajuda das pessoas para divulgarem a campanha. Solicita que quem puder auxiliar na divulgação pode colocar uma flor amarela ou um balão laranja na frente de suas casas para fazer lembrar o dia de combate ao abuso e á exploração de crianças e adolescentes.

O CREAS informa que todos podem denunciar. A denúncia faz com que a criança seja tutelada e afastada do agressor. Os canais para denuncia podem ser através do Conselho Tutelar, fone 66 3641-1972, Delegacia Civil 197, Policia Militar 190 e Direitos Humanos 100.

Cartaz da campanha nacional

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