Em direção ao senado: “ninguém pilota uma aeronave sem saber”, diz Nilson Leitão, em visita a Colíder (MT)

Passando por Colíder (MT), no primeiro dia de outubro, o candidato disse que “manteve seu nome como candidato”, se referindo ao fato de já ter se inscrito para a vaga suplementar em abril.

Por Claudemir Gonçalves de Lima

Nilson Leitão destaca que a Ferrogrão pode ser aliada da região norte através de políticas públicas – Foto: reprodução

UMA VAGA NO SENADO FEDERAL

Com uma vaga disponível no senado federal para a representação do estado de Mato Grosso, onze candidatos já entraram oficialmente na disputa, conforme lista divulgada pela Agência Senado, no dia 28 de setembro.

A vaga surgiu após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir, por 06 votos a 01, pela cassação do mandato de Selma Arruda (Pode-MT), acusada de caixa 2 e abuso de poder econômico. A ex-senadora havia derrotado o atual candidato Nilson Leitão, em 2018.

Nilson Leitão está em campanha a todo vapor. Passando por Colíder (MT), no primeiro dia de outubro, o candidato disse que “manteve seu nome como candidato”, se referindo ao fato de já ter se inscrito para a vaga suplementar em abril.

A eleição para a vaga suplementar seria no dia 26 de abril, mas devido a pandemia do novo coronavírus, foi autorizada a ser realizada no mesmo dia das eleições municipais, no próximo mês, dia 15.

Confiante e apostando em sua experiência política, Nilson Leitão conta com o apoio do DEM (Democratas), PL (Partido Liberal) e PTC (Partido Trabalhista Cristão) para esse desafio.

Segundo Nilson Leitão, o fato da eleição ser em data atípica, o importante é o eleitor saber que votará para candidatos municipais (vereadores e prefeito) e escolherá dessa vez um candidato ao senado para representação federal.

Em relação à eleição ao senado em 2018, Nilson Leitão diz que era “um cenário muito diferente, aonde o eleitor não olhou (seu) currículo, a (sua) história e não olhou os (seus) projetos”. A cena política de 2018 foi tomada por polarizações bipartidárias na escolha do presidente e talvez por isso, segundo Nilson Leitão, pode ter atrapalhado o eleitor analisar as propostas ao senado. “Eu acho que fizeram certo. Eu fui uma vítima do processo naquele momento, mas fiz 330 mil votos, mesmo tendo um candidato a governador que não agradava o eleitor mais“, complementa Nilson Leitão.

Em Colíder (MT) na eleição passada ao senado, Nilson Leitão obteve 6.512 votos. Segundo ele, foi o candidato que mais teve voto no município.

“ÁGUAS PASSADAS NÃO MOVEM MOINHO”

De olho na atual oportunidade ao senado federal, Nilson Leitão destaca que diante do que fez no Congresso Nacional, tem mais de 70 propostas para Mato Grosso com destaque em combater as desigualdades regionais.

“Desigualdades regionais você tem em vários pontos. Você tem regiões e municípios que tem muitas coisas já, muitas coisas públicas, tem todos os instrumentos públicos, logísticas, educação e saúde dentro de uma condição de um nível alto. E outras regiões que não tem nada, que faltam tudo, e que depende do seu vizinho, depende de estar andando 200 quilômetros (…) para ter um atendimento básico”.

Os senadores da República são eleitos para representarem os estados e o Distrito Federal. Cada estado e o Distrito Federal elegem três senadores para um mandato de oito anos. A renovação da representação se dá a cada quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. Cada senador é eleito com dois suplentes. (Veja AQUI a lista completa dos atuais senadores)

Um assento no parlamento do senado federal é bastante desejado. Nilson Leitão relativiza todo esse apogeu do cargo e diz que “fazer política não é fazer carreira no cargo e não estou criticando quem faz. Tem gente que quer ser seis vezes vereador, dez vezes deputado federal. Eu acho que posso ser útil com a minha experiência com meu conhecimento, com meu relacionamento acima de tudo, minha articulação hoje em Brasilia. Eu posso ser útil hoje no meu estado. Então não posso me furtar, ser omisso. Estou pronto para ser senador da república”.

“O SENADO NÃO É LUGAR PARA PRINCIPIANTE”

Em entrevista no mês de setembro a um jornal regional em Mato Grosso, Nilson Leitão disse que “o senado não é lugar para principiante”. Ele esclarece que a frase é no sentido de que no senado “é preciso saber as regras”. “Ninguem pilota uma aeronave sem saber as regras, sem saber como pilotar; ninguém joga xadrez sem saber como jogar. Tem que saber a regra. Então para chegar no senado federal não dá pra você bancar alguém para ser aprendiz, para ficar lá seis meses um ano andando para saber como é que tramita uma proposta, como é que faz para você fazer enfrentamento de um tema, como levantar uma bandeira e quais instrumentos você têm”. Leitão frisa novamente que está pronto e quer ser útil.

Nesta passagem pela cidade de Colíder (MT), Nilson Leitão ainda abordou vários outros temas, como o de combate á corrupção, o aceleramento da digitalização, o agronegócio e agricultura familiar, entre outras pautas.

Segundo o candidato ao senado, existe três pilares da corrupção. “Os dois principais estão na eleição. Já apresentei projeto sobre isso e fui derrotado na câmara e apresentarei de novo (acesse AQUI o projeto). A compra de voto e o abuso de poder econômico e político são dois temas que de fato trazem a corrupção para dentro do setor público. Então no meu projeto eu proíbo a contratação de cabo eleitoral. Politica tem que fazer com militância, é partido (…) Então, na verdade, o partido político não pode contratar 10 mil cabos eleitorais“. Nesse caso, Nilson Leitão defende que seja montada uma equipe de profissionais pelo candidato e ponto, sem evasão de gastos públicos.

Nilson Leitão destaca também a importância do agronegócio, dos grandes produtores, que geram a maior parte da produção e riqueza nas regiões de Mato Grosso. Portanto, ele defende que esse grupo com alto poder econômico “continue ganhando dinheiro”, mas entende que os outros 90 %, que são os pequenos produtores, da agricultura familiar, precisam também participar dos ganhos geradores de crescimento. O país que vai dar certo é o país que tem igualdade e não desigualdade“, pontua Nilson.

FERROGRÃO COMO ALIADA

A Ferrogrão, que irá funcionar como um corredor ferroviário de exportação do Brasil, na região Amazônica, vai gerar desenvolvimento ao estado de Mato Grosso, impactando positivamente no agronegócio regional. Por outro lado pode talvez afetar famílias que dependem dos empregos gerados pelo tráfego rodoviário de grãos ao longo da BR 163, por exemplo.

Neste contexto, Nilson Leitão explica que é imprescindível esse modal ferroviário. Segundo ele, o que podemos fazer é aproveitar e “provocar as políticas públicas para o benefício que uma ferrovia pode ter. Então, com o que Colíder, que está há 30 KM da BR 163, pode ser beneficiado com isso? Com uma industria de transformação, com uma base de distribuição de produtos que vai vir do Pará para cá, de Manaus para cá como eletros e eletrônicos..Então é o que que pode ser aqui ?…aqui pode ser um grande centro de todos funcionários, pode buscar o turismo, vai vir o minério..o que pode ser aproveitado para cá (Colíder)?, enfatiza o candidato ao senado federal, Nilson Leitão.

Ouça a reportagem na íntegra:

Reportagem Juliana Mani – Portal Altonorte

Reportagem: Juliana Mani – Portal Altonorte

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