Fávaro não se alinhará com Bolsonaro e nega existência de complô contra Selma

Senador Carlos Fávaro (PSD) recém-empossado como senador por Mato Grosso. Após assumir vaga de Selma, ele diz que vai trabalhar e evitar conflitos Foto: Assessoria

senador Carlos Fávaro (PSD), que assumiu a vaga deixada pela senadora cassada Selma Arruda (Podemos) em sessão remota do Senado realizada na manhã desta sexta (17), descartou alinhamento automático com o presidente da República Jair Bolsonaro. Afirmou que pretende atuar “sem radicalismo” pensando no Brasil e na sociedade mato-grossense.

Fávaro também rebate as declarações de Selma sobre a suposta utilização de “subterfúgios ilícitos” para removê-la do cargo. Segundo a senadora cassada, as manobras teriam sido patrocinadas pelo megasojicultor Eraí Maggi.

“Não existe complô. Confio na Justiça, no Brasil. Não sou comentarista de decisão.  A ex-juíza Selma Arruda exerceu o direto a ampla defesa e não quero tratar de passado”

Senador Carlos Fávaro

“O presidente Bolsonaro tem o perfil dele. Não vou atrás de conflito. Vou atrás de trabalho e eficiência. O que tiver de bom, voto e apoio. Radicalismo sem sentido, voto contra. O Brasil já não suporta radicalismo. Neste sentido, vou trabalhar   com a bancada federal, o governador Mauro Mendes e a Assembleia Legislativa  para contornar a crise. A fórmula é trabalhar e construir saídas junto com as entidades de classe e a sociedade”, disse Fávaro em coletiva feita em live no Instragram, hoje à tarde.

Sobre as acusações de Selma, Fávaro declarou que não pretende ser comentarista de decisão judicial.  Isso porque considera que a antecessora no Senado exerceu o direto a ampla defesa.

“Não existe complô. Confio na Justiça, no Brasil. Não sou comentarista de decisão.  A ex-juíza Selma Arruda exerceu o direto a ampla defesa e não quero tratar de passado. Cada um trate de seus atos e responsabilidades. Vou ser senador para representar Mato Grosso. Não vou ficar olhando o passado ou ficar debatendo decisão judicial”, completou o social-democrata.

Cassação e posse

Eleita em 2018 com 678.542 votos, Selma foi cassada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso por abuso do abuso de poder econômico e caixa 2 de campanha. Sua defesa recorreu, mas em dezembro o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a sentença e convocou eleição suplementar.

  Então, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, mandou empossar Fávaro, terceiro colocado em 2018,  QUE deve permanecer no cargo até a realização da eleição suplementar. O TRE chegou a marcar a suplementar para 26 de abril e os partidos realizaram convenções, oficializando 12 candidatos, mas o pleito acabou suspenso por causa da Covid-19.

Fávaro é candidato na eleição suplementar. Entretanto, reluta em admitir que a posse no Senado beneficiará sua candidatura.

“Vou trabalhar e honrar Mato Grosso.  Honrar quem votou e quem não votou em mim. Quando disputar a eleição, quero ser vencedor e consolidar um mandato. A data da eleição suplementar depende de decisão que Justiça Eleitoral, que vai tomar sem colocar em risco população, mesários, policiais tanto na campanha quanto na votação”, concluiu.

Fonte: https://www.rdnews.com.br/legislativo/favaro-nao-se-alinhara-com-bolsonaro-e-nega-existencia-de-complo-contra-selma/127099

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