Força-tarefa em defesa da Amazônia cobra R$ 168 milhões de desmatadores de MT

Dos R$ 462 milhões, R$ 168,1 milhões tem o objetivo de garantir a reparação dos danos causados em Mato Grosso.

Via G1 MT

Desmatamento em Mato GrossoFoto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

A Advocacia-Geral da União, por meio da Força-Tarefa em Defesa da Amazônia, concluiu, nessa quarta-feira (16), o ajuizamento de 43 ações para a cobrança de R$ 462 milhões de desmatadores da Floresta Amazônica.

A Força-Tarefa pede a indisponibilidade de bens e valores de 71 réus pela devastação de 27,9 mil hectares da Amazônia Legal.

Dos R$ 462 milhões, R$ 168,1 milhões tem o objetivo de garantir a reparação dos danos causados em Mato Grosso.

Esse é o quarto lote de ações civis públicas ajuizadas contra infratores ambientais.

Os R$ 462 milhões cobrados têm o objetivo de garantir a reparação dos danos causados na nos estados de Amazonas (R$ 140,5 mi), Mato Grosso (R$ 168,1 mi), Pará (R$ 112,1 mi), Rondônia (R$ 36,1 mi), Roraima (R$ 3,1 mi) e Acre (R$ 1,7 mi).

A procuradora federal Gabriela Ayres Furtado, integrante da Força-Tarefa em Defesa da Amazônia, destaca que o ajuizamento das ações consolida a atuação da AGU na recuperação dos danos ambientais na Amazônia Legal.

Bloqueio de R$ 25,1 milhões

O maior valor, cerca de R$ 23,2 milhões, foi contra um desmatador, no município de Bom Jesus do Araguaia, em Mato Grosso, pela devastação de mais de mil hectares da Floresta Amazônica.

As 43 ações foram ajuizadas na Justiça Federal nos estados de Roraima, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas.

Até o momento, neste quarto lote, a Força-Tarefa em Defesa da Amazônia da AGU já obteve na justiça, em três ações, o bloqueio de R$ 25,1 milhões em bens de infratores ambientais.

Já os outros processos, são de infrações cometidas por desmatadores no estado de Roraima, nos municípios de Apiaú, com bloqueio de R$ 1,5 milhão, e de São Luiz, com a indisponibilidade de R$ 410 mil.

Em defesa da Amazônia

Criada em setembro de 2019, a Força Tarefa da AGU propõe ações na Justiça contra grandes desmatadores da floresta.

A equipe, formada por procuradores federais e advogados da União, atua em demandas judiciais específicas que tenham por objeto o exercício do poder de polícia, a reparação dos danos e a execução de créditos considerados prioritários relativos à Amazônia Legal.

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