Itens importados da ceia de Natal teve acréscimo de 35% em 2020

De acordo com a CNC, este será o feriado natalino com a menor participação de produtos importados em mais de uma década.

Via Canal Rural

Foto por: pixabay

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), será o Natal no Brasil com a menor participação de produtos importados em mais de uma década. Essa estimativa se baseia em dois pontos: as compras natalinas no exterior que diminuíram 16% em relação ao ano passado e principalmente os preços dos produtos, muito impactados pelo câmbio.

Em 2019, o Brasil importou quase 439,5 milhões de dólares em produtos típicos natalinos, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Neste ano, o valor caiu para pouco mais de 308,9 milhões de dólares.

No caso dos alimentos, a redução foi ainda maior. A importação de pescados diminuiu 52% e a de frutas típicas 48%. Entre setembro e novembro de 2019, período em que são feitas as compras, o dólar estava cotado, em média, R$ 4,13, enquanto, no mesmo período deste ano, a média foi de R$ 5,58, uma valorização de 35%.

De acordo com o economista Roberto Troster, quando há uma alta volatilidade, há uma grande incerteza de reposição. “O que é o custo de reposição? Eu vendo, por exemplo, um saco de arroz, com um dólar a um valor, depois se eu quero repor esse mesmo saco de arroz e caso eu tenha uma grande volatilidade, eu vou sempre colocar uma cotação um pouco mais forte para minimizar o risco de ter que pagar mais caro o arroz do preço que eu vendi. Esse câmbio volátil, atrapalha todo mundo, atrapalha preços e não ajuda os exportadores, tanto que o setor agrícola, às vezes, depende muito mais do que acontece com a taxa de câmbio do que acontece da porteira pra dentro”.

Os consumidores que optaram por produtos importados neste Natal precisaram preparar o bolso. Itens como frutas secas, castanhas e bacalhau tiveram um acréscimo de 35% no Brasil em relação ao ano passado.

Bacalhau

No Mercado Municipal de São Paulo, o legítimo bacalhau português ou norueguês é vendido entre R$ 180 a 220 reais por quilo. Ricardo Torres, diretor da Seafood Brasil, diz que bacalhau não se refere a espécie do peixe, mas sim ao nome do processo de salga da proteína.

“São duas espécies principais, você tem o gadus morhua e o gadus macrocéfalo que são pescados nos mares do norte. Você tem outras espécies complementares que são processadas e vêm ao Brasil a um preço mais barato”, diz.

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