Mãe de Isabele processa 8 pessoas por ‘esconder’ fatos da morte da filha

Via Gazeta Digital

Foto; Arquivo pessoal

Quatro membros da família Cestari, um delegado, dois policiais civis e um militar que atuaram na cena do homicídio de Isabele Guimarães Ramos, 14, são alvos de ação judicial pelos crimes de fraude processual, prevaricação e advocacia administrativa. A ação, impetrada pela mãe da vítima, Patrícia Hellen Guimarães Ramos, foi protocolada na segunda-feira (31) e busca ampliar o raio de responsabilização pelo homicídio ocorrido no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, na casa da família do empresário Marcelo Martins Cestari, 46.

Além do empresário, a esposa dele, Gaby Cestari, e os 2 filhos adolescentes de 14 anos, inclusive a autora do disparo, são acusados da fraude processual. Segundo documento que a reportagem teve acesso com exclusividade, as ações dos envolvidos tinham como objetivo encobrir a verdadeira causa da morte de Isabele aos médicos socorristas. A ordem de retirar a arma de fogo do local do fato bem como a retirada da cápsula do projétil foi do irmão da atiradora. A troca de roupa da autora do disparo, na casa de uma vizinha, também teve como objetivo encobrir a presença das manchas de sangue, localizadas em exame pericial, quando as vestes foram entregues à polícia, dias depois.

A esposa do empresário guardou as armas e ferramentas usadas em suas manutenções, expostas no andar inferior da casa, antes da chegada da polícia, o que foi presenciado pelos atendentes do Samu. O empresário ainda é acusado de dificultar o acesso de policiais militares acionados pelo Samu ao condomínio, exigindo mandado judicial. Apesar do parecer de um médico morador do condomínio atestando que a vítima foi morta com um tiro, Cestari insistiu na versão de queda acidental no banheiro, fato desmentido pela própria filha, que mencionou o disparo ao solicitar a presença da equipe médica, em ligação quase simultânea ao do empresário.

Inquérito que apura o homicídio de Isabele entra na fase final com a entrega do laudo de reprodução simulada do crime à Polícia Civil nesta terça-feira (1). A previsão é que o inquérito da Delegacia Especializada do Adolescente seja relatado e encaminhado à Justiça na próxima semana.

O advogado da família Cestari, Arthur Osti, informou à reportagem que ainda não tem conhecimento sobre a ação.

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