Preço do milho recua nesta quinta-feira (10) na B3 após atingir limite de alta

Via Noticias Agricolas

Imagem: internet/reprodução

A quinta-feira (10) termina com os preços do milho registrando poucas movimentações no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas na praça de Palma Sola/SC (1,49% e preço de R$ 68,00).

Já as desvalorizações apareceram em Não-Me-Toque/RS (1,33% e preço de R$ 74,00), Brasília/DF (1,61% e preço de R$ 61,00) e Dourados/MS (2,99% e preço de R$ 65,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “a pressão de baixa no mercado físico do milho é vigente em praticamente todas as praças do Centro-Sul brasileiro. Com os grandes compradores ausentes até o final do ano, não há estímulo por parte da demanda nos próximos dias”.

Ainda nesta quinta-feira, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de dezembro e apontou que a área cultivada com milho nesta primeira safra (verão) deve ser 2,1% menor do que o registrado na temporada passada.

A publicação destaca que a semeadura do milho de primeira safra está em andamento e sendo afetada pelo atraso e inconstâncias do clima, que estão prejudicando o plantio e desenvolvimento das lavouras por todo o país.

B3

Os preços futuros do milho recuaram na Bolsa Brasileira (B3) nesta quinta-feira. As principais cotações registravam movimentações entre 3,34% negativo e 0,12% positivo por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 72,70 com baixa de 0,29%, o março/21 valia R$ 73,59 com alta de 0,12%, o maio/21 era negociado por R$ 71,25 com perda de 3,34% e o julho/21 tinha valor de R$ 66,03 com queda de 1%.

Os contratos do cereal brasileiro perdem força após baterem o limite de alta, subindo 5%, na terça-feira, quarta-feira e no começo desta quinta-feira.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho no Brasil segue em ritmo lento neste final de ano com as indústrias de ração praticamente paradas. “Não tem pressão de compra e não gira muito”, diz.

Brandalizze acredita que este cenário não deve mudar nos próximos dias, porque as lavouras da safra verão estão evoluindo em boas condições e próximas da normalidade.

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro começaram o dia em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) à espera do novo relatório de oferta e demanda, mas caíram após a divulgação. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 1,75 e 2,50 pontos ao final do dia.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,20 com baixa de 1,75 pontos, o março/21 valeu US$ 4,21 com desvalorização de 2,50 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,24 com perda de 2,25 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 4,25 com queda de 1,75 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,47% para o dezembro/20, de 0,47% para o março/2, de 0,47% para o maio/21 e de 0,47% para o julho/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho caíram na quinta-feira, depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deixou sua visão de estoques de milho inalterada em um relatório mensal.

Jason Roose da US Commodities, diz que o relatório WASDE de dezembro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foi considerado de neutro a negativo.

“Os estoques finais permaneceram inalterados no milho desde o mês passado. As demandas de ração e etanol também permaneceram inalteradas no milho. Todas as atenções estarão voltadas para o clima na América do Sul, o dólar americano e o posicionamento do fundo até o final do ano”, diz Roose

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Next Post

Instituto Butantan inicia produção da vacina CoronaVac

sex dez 11 , 2020
A produção será feita em turno sucessivo de 24 horas Via Agencia Brasil O Instituto Butantan já deu início à produção da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus (covid-19), ainda em fase de testes, produzida pelo instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Segundo o governador de São Paulo, […]