Setasc promove live sobre enfrentamento à violência sexual contra criança e adolescente

Via Secom/MT

Foto: Secom/MT

Em alusão ao Dia Nacional de Combate e enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado no dia 18 de Maio, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio da Secretaria Adjunta de Assistência Social (Saas), debateu o tema “Violência Sexual contra a Criança e Adolescente”. O assunto foi pauta escolhida para a primeira live da série de colóquios sobre ”Violações de Direitos: Estratégias de Enfrentamento em tempos da Pandemia Covid-19”, realizada nessa segunda-feira (11.05).

Conforme a superintendente de Gestão do Sistema Único de Assistência Social, Sheila Gomes, o objetivo da iniciativa é ofertar o apoio técnico aos municípios promovendo um espaço de diálogo sobre temas como as violações de direitos e estratégias de enfrentamento da pandemia no novo coronavírus, entre outros. “Devido ao isolamento social, a gestão estadual pensou em uma videoconferência como uma forma de subsidiar os municípios na construção de suas campanhas e definição de estratégias para garantia da proteção social aos usuários, principalmente neste momento de pandemia, que podemos ter um aumento das situações abuso e/ou exploração sexual de crianças e adolescentes”.

A presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e dos Adolescentes (Conanda), Iolete Ribeiro da Silva, ressaltou a importância da discussão com os atores que fazem parte do Sistema de Garantia de Direitos, para atuação destes na promoção, defesa e controle de violência contra crianças e adolescentes neste cenário de isolamento social.

“Esse espaço possibilita que a rede de proteção realize um planejamento para entender quais são as visões de cada integrante, e os desafios de cada realidade. Além dos profissionais, precisamos vocalizar essa problemática para a sociedade em geral, crianças e adolescentes que são as maiorias vítimas e estão mais vulneráveis”, disse.

A psicóloga e psicopedagoga, facilitadora da Oficina Crescer sem Violência do Canal Futura, do Rio Grande do Norte, Ana Amélia Melo, destacou que a violência sexual pode ocorrer de diversas formas, entre elas o abuso sexual e a exploração sexual. “A primeira acontece quando a criança ou adolescente é usado para satisfação sexual, que pode ser realizada de forma física ou virtual. Já a exploração sexual envolve uma relação de mercantilização, na qual o sexo é fruto de uma troca, seja financeira, de favores ou presente”, disse.

Ana apontou dados que comprovam que o assédio e abuso sexual pela internet tem aumentado no mundo inteiro devido a pandemia. Na opinião dela, a prevenção é fator primordial, daí a necessidade do Disque 100 ser utilizado pela sociedade. O serviço é gratuito, ininterrupto e sigiloso.

Também participou da ação o Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal de Sergipe, presidente do Conselho Regional de Psicologia e integrante do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), Gabriel Henrique Pereira de Figueiredo.

Caso Araceli

A data foi escolhida como dia de mobilização contra a violência sexual porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade.

A proposta do “18 de maio” é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

Quéren-Hapuque | Setasc-MT

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