“Assunto do Dia”da TOP FM 89,7: “Por que a cloroquina virou discussão política no Brasil?”

O debate de quarta-feira (24) no “Assunto do Dia” dentro do Top Cidades, da TOP FM 89,7, apresentados por Júnior Beck (locução) e Jorge de Paula (comentários) trouxe à tona o seguinte questionamento: “Por que a cloroquina virou discussão política no Brasil?” .

Por Claudemir G.de Lima

Foto: Arquivo Altonorte

O Ministério da Saúde já havia divulgado no dia 20 de maio, as orientações para ampliar o acesso de pacientes com COVID-19 ao tratamento medicamentoso precoce, ou seja, no primeiros dias de sintomas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O documento classifica os sinais e sintomas da doença, que pode variar de leve a grave; e a orientação para prescrição a pacientes adultos de dois medicamentos associados à azitromicina: a cloroquina e o sulfato de hidroxicloroquina.

A escolha do melhor tratamento para a doença pode variar de acordo com os sinais e sintomas e a fase em que o paciente se encontra. Esses dois medicamentos já eram indicados para casos graves, hospitalizados. Essas informações estão disponíveis no portal do Ministério da Saúde (MS).

Em Mato Grosso, as ultimas informações veiculadas mostram que somente agora o governo estadual resolveu discutir uma possível ampliação dos medicamentos para tratamento precoce do Covid-19 em todos os municípios com inclusão direta na saúde básica.

Alguns gestores municipais do Estado já decidiram propor atendimento precoce com esses medicamentos sugeridos pelo MS através de prescrições médicas para infectados pelo Covid-19. Municípios regionais como Sinop (MT), Nova Canaã do Norte (MT) e Lucas do Rio Verde (MT) entre outros, já estão entregando kits com medicamentos para tratamentos com sintomas iniciais do COVID-19.

O debate de quarta-feira (24) no “Assunto do Dia” dentro do Top Cidades, da TOP FM 89,7, apresentados por Júnior Beck (locução) e Jorge de Paula (comentários) trouxe à tona o seguinte questionamento: “Por que a cloroquina virou discussão política no Brasil?” .

Os convidados para debater o “Assunto do Dia” foram: Drº Paullineli Fraga Martins (Ginecologista, Obstetra, residente médico no Hospital Júlio Muller, Perito Oficial Médico Legista com formação acadêmica pela UFMT) e também Drº Thiago Oliveira dos Reis, Advogado e criador da pagina Alta Folha abordando os mais variados assuntos de interesse social.

“Comentando sobre o protocolo do MS preconiza o tratamento de forma rápida e inicial. Na primeira fase que vai do primeiro ao quinto dia (…)a gente classifca em três fases: 1ª – sintomas de primeiro ao quinto dia; 2ª – sintomas do 6ª ao 14ª de sintomas e a 3ª fase vai após o 14° dia de sintomas. Se o paciente só tem sintomas leves, sem falta de ar, sem uma doença de base mais importante, o que preconiza o MS?. Ele preconiza o uso de fosfato de cloroquina 500 mg de 12 em 12 horas associado á azitromicina, uma vez ao dia por cinco dias ou o sulfato de hidroxicloroquina de 400 mg de 12 em 12 horas mais a azitromicina por cinco dias. Isso pode ser usado do primeiro ao décimo quarto dia”, destaca Dr° Paullineli Fraga Martins sobre o protocolo do Ministério da Saúde (MS).

Segundo Paullineli Fraga Martins todos os médicos deveriam estar seguindo esse protocolo. Ele observa que não existe a aplicação de uma rotina do protocolo do MS nos serviços de saúde na região. Ou talvez “não estão seguindo de forma adequada, eu creio’, disse. Ele esclarece ainda que a população precisa estar informada para poder cobrar do profissional da saúde. Porém não é obrigado seguir: depende de cada paciente e do médico em cada situação.

Pessoas com arritmias cardíacas precisam ser avaliadas primeiro pelo médico para prognóstico de contra indicações. Gestantes não são eletivas para usar. Os demais pacientes deveriam fazer uso, complementa o Drº Paullineli.

O debate também trouxe posicionamento jurídico sobre o assunto em questão. O Drº Thiago Oliveira dos Reis, Advogado, descreve que “a população tem questionado bastante a razão pela qual algumas orientações do MS não tem sido seguidas por alguns estados e municípios. Pelo que me consta em maio (idem), salvo engano, o MS de fato publicou algumas orientações relacionadas a este tratamento precoce, até com a famosa cloroquina. Mas as informações como foram publicadas não têm um caráter vinculante, acredito que seja por isso que alguns estados e municípios não estão adotando”.

Na visão jurídica, segundo Thiago Oliveira dos Reis, “seria importante que houvesse uma uniformidade no acatamento dessas recomendações e dessas orientações, apesar de estados e municípios terem autonomia federativa para decidir algumas questões. Se tratando de saúde pública, é evidente que nós sabemos, que as orientações do MS merecem ser observadas e acatadas“. Disse ainda que preocupa “uma certa inércia de alguns municípios e estados em relação a isso. Apesar de que a própria Constituição Federal, mesmo que não haja caráter federal obrigatório, ela dá autonomia, ou melhor, estabelece que há uma competência comum entre estados e municípios e a União”.

Mais informações sobre o protocolo podem ser obtidas no portal do Ministério da Saúde, aqui: https://saude.gov.br/

kIit de medicamentos entregues para pacientes com COVID-19 em fase inicial com sintomas leves em Nova Canaã (MT)

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