Caminhoneiros entram em 2º dia de greve; no Sudeste, postos ficam sem combustível

Ao R7, a Secretaria da Fazenda de Minas Gerais destacou que “os últimos reajustes nos valores dos combustíveis não se devem ao ICMS cobrado pelos estados, mas, sim, à política de preços adotada pela Petrobras”.

Via Yahoo

Categoria demanda redução dos preços do diesel e do ICSM Foto por: Getty Images

Os postos de Minas Gerais e Rio de Janeiro já enfrentam falta de combustível devido ao segundo dia da greve dos caminhoneiros, iniciada na quinta-feira (21). A informação foi confirmada pela assessoria do Sinditanque MG na manhã de sexta-feira (22).

Na capital mineira, carros formaram longas filas nos postos, em busca de combustível. “O Minaspetro alerta para que a população não faça uma corrida aos postos, é justamente essa ação que pode causar e agravar o desabastecimento”, pediu.

O sindicato, que representa os donos dos postos, disse em nota que todas as regiões do estado estão sendo afetadas pela greve, já que a base distribuidora de Betim, onde parte da categoria tem se mobilizado, “é estratégica para a distribuição de combustíveis estadual”.

Greve entra no segundo dia

Os caminhoneiros têm cobrado fortemente a redução do ICSM (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) do diesel dos atuais 15% para 12%, além da redução dos preços praticados pela Petrobras.

“Não aguentamos mais as altas do combustível. O óleo diesel está representando quase 70% do valor do frete. As transportadoras estão quebrando”, criticou Irani Gomes, presidente do SindiTanque (Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustível e Derivados de Petróleo de Minas Gerais).

Apesar dos impactos e filas nos postos, especialistas apontam que o impacto da greve deve ser bem menor do que a mobilização de 2018.“Aposto que terá um efeito um pouco menor do que 2018. Não acredito na elevação de preços, mas sim que os consumidores possam correr para abastecer seus carros, como já ocorreu em outros momentos”, explicou Gilberto Braga, professor do IBMEC.

Negociações

Ao R7, a Secretaria da Fazenda de Minas Gerais destacou que “os últimos reajustes nos valores dos combustíveis não se devem ao ICMS cobrado pelos estados, mas, sim, à política de preços adotada pela Petrobras”. O governo do estado ainda não se envolveu em negociações.

Apesar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter garantido o pagamento de uma ajuda para caminhoneiros autônomos como compensação pelos reajustes recentes no preço do diesel, a categoria manteve a greve nacional do dia 1º de novembro marcada.

“Caminhoneiro não faz nada com R$ 400, com diesel na média de R$ 4,80. Os R$ 400 propostos pelo presidente não atendem as demandas dos caminhoneiros. Manteremos nossas demandas e greve em 1º de novembro”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, ao portal Metrópoles.

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