Cerca de 80% das famílias que ganham mais de 10 salários mínimos estão endividadas em Cuiabá, diz pesquisa

Já as famílias que ganham menos de 10 salários mínimos estão encontrando mais dificuldade para pagar as contas, ficando, assim, inadimplentes.

Via G1/MT

As famílias que ganham mais de 10 salários mínimos estão mais endividadas em Cuiabá, atingindo 80,9%. Foto por: Marcos Santos/USP Imagens

Cerca de 80% das famílias que ganham mais de 10 salários mínimos estão endividadas em Cuiabá, diz pesquisa.

O uso do cartão de crédito figura como principal tipo de dívida em quase todas as famílias com renda superior a 10 salários (94,6%). A média geral da pesquisa está em 79,3%.

Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Já as famílias que ganham menos de 10 salários mínimos estão encontrando mais dificuldade para pagar as contas, ficando, assim, inadimplentes.

A pesquisa mostra que 34,4% delas possuem dívidas em atraso e apenas 17,4% nas famílias com renda superior a 10 salários. A média geral está em 33,1% e, no comparativo com novembro passado, o percentual ficou em 35,1%.

Diferença entre endividado e inadimplente

Todo inadimplente está endividado, porém, nem todo endividado está inadimplente. Quando uma pessoa realiza um financiamento bancário ou tem contas no cartão de crédito, por exemplo, ela assume dívidas.

No entanto, o que diferencia o endividado do inadimplente é o pagamento desta dívida. Quem tem contas parceladas e realiza o pagamento em dia, significa que está endividado.

Porém, aquele que contrai uma dívida e não consegue realizar o pagamento em um prazo de 90 dias, este pode ser considerado inadimplente.

Endividamento cai em Cuiabá

O percentual de endividados em Cuiabá diminuiu em novembro de 2021 e atingiu 72%, contra 72,9% em outubro. Em setembro, o índice era 75,5%. Em novembro do ano passado, o total de famílias nesta condição era de 70%, segundo a pesquisa.

Com relação à condição de pagamento das dívidas em atraso, houve um leve aumento no percentual de famílias que disseram não ter condições de pagá-las, passando de 8,1% em agosto, com aumento de 0,1 ponto percentual na variação mensal até novembro, onde atingiu 8,5%.

Também no comparativo com o ano passado, o grau de inadimplência estava maior, em 12,6%.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, explica que tais indicadores refletem aumento dos juros e da inflação.

Ele afirma que esses fatores acabam por tirar o poder de compra das famílias e da condição de pagamento das contas a vencer e acrescenta que Mato Grosso aponta para uma recuperação, ainda que lenta do poder de compra das famílias.

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