Conselheiros Tutelares reivindicam piso salarial em MT

Aproximadamente 33% dos Conselhos Tutelares de Mato Grosso recebem até um salário mínimo.

Via Assessoria MP/MT

Foto por: Assessoria MP-MT

Aproximadamente 33% dos Conselhos Tutelares de Mato Grosso recebem até um salário mínimo. A estimativa foi apresentada na quinta-feira (04), pelo presidente da Associação de Conselhos Tutelares, Nilson Farias, na abertura do 1º Encontro Estadual dos Conselheiros Tutelares. A definição de um piso salarial para a categoria foi umas das reivindicações que constaram no documento elaborado ao final encontro, que se encerrou na sexta-feira (05).

Parceiro na realização do encontro, o titular da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, defendeu o reconhecimento e a valorização dos conselheiros tutelares. “O trabalho e as atribuições do conselheiro tutelar se equiparam e, em algumas situações até superam, as de um secretário municipal. Infelizmente, no Brasil e até entre os próprios conselheiros tutelares, o papel de vocês ainda não é compreendido”, enfatizou o procurador de Justiça.

Prado também destacou a importância da efetivação do trabalho em rede nos municípios para a proteção das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Deixou claro que não deve existir disputas entre conselheiros tutelares e de direito. “Os senhores devem trabalhar em parceria. O Conselho de Direito deve buscar o Conselho Tutelar para levantar os problemas existentes em cada localidade para depois elaborar o plano municipal em defesa dos direitos da criança e do adolescente, remetendo à Câmara e ao Prefeito para cumprimento”, ensinou.

Além de falar sobre as atribuições, finalidades e aspectos jurídicos relacionados à atuação dos conselheiros tutelares, o procurador de Justiça também disponibilizou aos participantes diversos modelos de requerimentos para auxiliar o trabalho realizado no dia a dia. Entre eles, representação de perda ou suspensão do poder familiar ou destituição de tutela, roteiro de visita a entidade de atendimento, termo de acolhimento institucional, auto de constatação e modelo de regimento interno.

Prado encerrou a sua palestra chamando a atenção para vocação necessária na defesa da criança e do adolescente. “Ser conselheiro tutelar é um ato de amor. Ou você acredita no que está fazendo, ou você desiste. Trabalhem sempre buscando o diálogo e priorizem a mediação na solução dos conflitos”, defendeu.

arquivo(s) anexado(s)

05%20Conselheiros%20Tutelares%20reivindicam%20piso%20salarial.mp3

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Next Post

China enfrenta escassez de Bíblias Católicas

sáb ago 6 , 2022
Os católicos de Hong Kong estão se preparando para a escassez de Bíblias em chinês em meio à relutância das editoras na China continental em imprimir as Sagradas Escrituras. Via Gaudium Press O Studium Biblicum Franciscanum (SBF), órgão especializado em estudos bíblicos e arqueológicos, alertou que os católicos de Hong […]