Doe amor! Campanha interna para receber doadores de sangue continua na unidade coletora em Colíder (MT)

“Conscientização mesmo! É comoção! É colocar o coração na causa do outro que realmente precisa de uma doação de sangue” diz Miriam Moreira, diretora do HRCol sobre a importância de aumentar os números de doadores.

Por Claudemir Lima

Reportagem: Juliana Mani

Dr° José Luiz e a diretora do Hospital Regional de Colíder (MT), Miriam Moreira Foto: Juliana Mani

Nesta semana, na quarta-feira (25) comemoramos o Dia Nacional do Doador de Sangue que serviu para que os hemocentros em todo o Brasil divulgassem uma campanha sobre importância da doação de sangue para salvar vidas.

Em Colíder (MT), há 632 Km de Cuiabá, a Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue de Colíder (MT) continua com campanhas internas para recebimento de novos e habituais doadores de sangue. A Unidade atende os municípios compostos no Consórcio Intermunicipal além de outras cidades vizinhas e redes de saúde particulares.

“Nós somos uma regional. Do consórcio regional são 06 municípios. E além dos 06 municípios a gente supre com a demanda de Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte, Terra Novado Norte, e alguns outros municípios e também a rede particular. Então aqui a gente está à disposição para salvar vidas”, explica Miriam Moreira, diretora do HRcol (Hospital Regional de Colíder).

Miriam Moreira, diretora do HRcol(Hospital Regional de Colíder). Foto: Juliana Mani

Dr° José Luiz, do Hospital Regional de Colíder lembra que nesta próxima semana, a partir do dia 30, o Léo Clube estará organizando uma campanha para trazer novos doadores e desta forma, alimentar o banco de sangue da Unidade de Coleta em Colíder (MT).

Dr° José Luiz também destaca que a unidade coletora no município têm bastante necessidade de manter um estoque controlado devido as altas demandas locais e também de outras cidades. “A gente têm alguns momentos que está com o estoque no limite e alguns momentos melhoram um pouquinho, mas está sendo suficiente”, ressalta.

A diretora Miriam Moreira do HRcol e o Dr° José Luiz agradeceram iniciativas como a do Léo Clube assim como outras dos municípios vizinhos e entidades filantrópicas que trabalham na divulgação de campanhas para atrair novos doadores de sangue.

Devido a covid-19, houve queda de até 50% no número de doações de sangue em algumas regiões do Brasil. Para a diretora do Hospital Regional de Colíder, Miriam Moreira, é necessário que a população se conscientize através do amor ao próximo. “Conscientização mesmo! É comoção! É colocar o coração na causa do outro que realmente precisa de uma doação de sangue, de uma transfusão e seus derivados”.

Miriam Moreira informa que as “campanhas periódicas estão paradas por conta da Covid-19 para evitar aglomeração, mas as campanhas internas continuam acontecendo”.

DOE SANGUE. DOAR SANGUE É UM GESTO DE AMOR.

ASSISTA A ENTREVISTA COM A DIRETORA DO HRCOL, MIRIAM MOREIRA:

Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue de Colíder (MT) Foto: Juliana Mani
Parte interna da Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue de Colíder (MT) – Foto: Juliana Mani

Via Agência Brasil (abaixo)

Segundo o Ministério da Saúde, 1,8% da população doa sangue de forma regular. A estatística fica um pouco abaixo dos 2% ideais definidos pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e também dos 5% registrados em países da Europa. As doações constantes são essenciais para os estoques de plaquetas, que ajudam no controle de sangramentos e são usadas em tratamentos contra o câncer, por exemplo.

Segurança

A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde do doador, pois a recuperação ocorre imediatamente após a doação. Uma pessoa adulta tem em média 5 litros de sangue e em uma doação são coletados, no máximo, 450 mililitros de sangue.

Ao se candidatar a doar é preciso passar por uma entrevista que tem o objetivo de dar maior segurança para o doador e para os pacientes que receberão o sangue, sendo de extrema importância responder as perguntas com sinceridade.

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas e plasma) e assim um único doador pode beneficiar mais de um paciente. Os componentes são distribuídos para os hospitais para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.

Quem pode doar?

Podem doar sangue as pessoas que tiverem idade entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação deve ser feita, obrigatoriamente, até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis legais. Todo doador deve apresentar um documento original com foto.

Se o voluntário tiver almoçado, o procedimento deve ser feito três horas depois. Se for um doador frequente, é preciso obedecer ao intervalo para a doação, que deve ser de dois em dois meses para homens, que podem doar no máximo quatro vezes por ano, e de três em três meses para mulheres, que podem doar no máximo três vezes por ano.

Covid-19

Quem teve contato com pessoa diagnosticada ou com suspeita do novo coronavírus, assim como quem retornou de viagem internacional recente, fica impedido de doar sangue por 14 dias. Esse prazo também se aplica aos candidatos com febre ou sintomas respiratórios (tosse, irritação ou dor na garganta), após o desaparecimento completo desses sinais.

No caso de pessoas que foram diagnosticadas com Covid-19 é preciso aguardar 30 dias após o desaparecimento completo dos sintomas para se candidatar à doação de sangue.

Condições básicas:

– ter entre 16 e 69 anos de idade (menor de 18 anos deve apresentar o formulário de autorização e cópia do documento de identidade com foto do pai, mãe ou tutor/guardião);

– idosos devem ter realizado pelo menos uma doação de sangue antes dos 61 anos);

– pesar mais de 51 quilos e ter IMC maior ou igual a 18,5 (descontar o vestuário);

– há medicamentos que podem impedir a doação. As orientações são dadas durante a triagem.

– apresentar documento de identificação oficial com foto (original ou cópia autenticada em cartório), em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade.

Documentos aceitos: carteira de identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira nacional de habilitação, passaporte, carteira profissional emitida por classe ou carteira de doador. Não são aceitos crachás funcionais, carteiras estudantis nem certidão de nascimento;

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