Em MT, ministro diz que ‘não há motivo para haver Lava Jato’, mas que MPF tem autonomia

Via Olhar Direto

Foto: Mayke Toscano / Secom MT

Em visita a Mato Grosso no último domingo (11), o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, reiterou a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmando que “Não há um caso de corrupção sistêmica no governo federal, por parte desse governo, do procedimento deste governo”, e que por isso “não há motivo para haver mais Lava Jato no Brasil”. No entanto, Mendonça afirmou que o Ministério Público Federa tem autonomia para seguir com a Força Tarefa

“A lava jato não acabou. Ela está em andamento. Certamente a Polícia Federal está investigando os procedimentos correlacionados à Lava Jato, mas mais do que isso, o próprio Ministério Público Federal tem independência e autonomia suficientes para seguir com o curso dos crimes praticados na Lava Jato”, disse.

“Há uma série de projetos em andamento para médio prazo, curto prazo, de fortalecimento do combate à corrupção, do combate à lavagem de dinheiro, e do combate ao tráfico de drogas. Então nós precisamos entender que é um processo histórico e que o compromisso nosso é de avançar no processo histórico de combate ao crime em qualquer esfera. A fala do presidente foi no sentido de que, de fato não há um caso de corrupção sistêmica no governo federal, por parte desse governo, do procedimento deste governo, não há motivo para haver mais Lava Jato no Brasil. É um compromisso do Governo Federal com a boa governança pública, com a ética e com a probidade no exercício da administração pública”, completou o ministro.

A fala de Bolsonaro aconteceu na última quarta-feira (7), durante pronunciamento no Palácio do Planalto. “Eu desconheço um lobby para criar dificuldade para vender facilidade. Não existe. É um orgulho, é uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação”, afirmou, em cerimônia sobre medidas para a aviação civil.

A Lava Jato foi um dos temas usados por Bolsonaro para se eleger em 2018. Ele, inclusive, nomeou o ex-juiz Sérgio Moro como Ministro da Justiça, à época, o que representou um símbolo de apoio às investigações. Em abril deste ano, Moro deixou o governo e denunciou que o presidente queria (e teria tentado) interferir politicamente na autonomia da Polícia Federal.

Segundo o MPF, a Operação Lava Jato “é a maior iniciativa de combate a corrupção e lavagem de dinheiro da história do Brasil. Iniciada em março de 2014, perante a Justiça Federal em Curitiba, a investigação já apresentou resultados eficientes, com a prisão e a responsabilização de pessoas de grande expressividade política e econômica, e recuperação de valores recordes para os cofres públicos. O caso se expandiu e, hoje, além de desvios apurados em contratos com a Petrobras, avança em diversas frentes tanto em outros órgãos federais, quanto em contratos irregulares celebrados com governos estaduais”.

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