Embrapa lança publicação sobre a contribuição de plano para a redução das emissões de gases efeitos estufa

A publicação “Mitigação das emissões de Gases de Efeitos Estufa pela adoção das tecnologias do Plano ABC: estimativas parciais” apresenta um primeiro estudo efetuado sobre as tecnologias preconizadas pela Plataforma ABC.

Via Assessoria Embrapa

ILPF com eucalipto e soja. – Foto: Gabriel Faria.

Atualmente, o grande desafio para o setor agropecuário, segundo vários estudos, é manter a trajetória de aumento constante da produção, gerando segurança alimentar com sustentabilidade socioambiental. Esse desafio surge em meio aos debates e às pressões sociais por um novo modelo de desenvolvimento, que seja capaz de conciliar crescimento econômico e conservação do meio ambiente, aumentando a resiliência dos sistemas produtivos e reduzindo as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

Pensando nisso, a Embrapa e seus parceiros, por meio das ações da Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) na Agropecuária (Plataforma ABC), situada na Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), desenvolveram metodologias e estratégias para monitorar os avanços e os resultados do Plano ABC, destacando-se a proposta recente e inédita de um método de monitoramento, relatório e verificação (MRV), de baixo custo, passível de uso em larga escala no território nacional.

A publicação “Mitigação das emissões de Gases de Efeitos Estufa pela adoção das tecnologias do Plano ABC: estimativas parciais” apresenta um primeiro estudo efetuado sobre as tecnologias preconizadas pela Plataforma ABC (TECABC), de interpretação dos dados disponíveis sobre a adoção das tecnologias e os fatores de emissão para acompanhamento do Plano ABC em todo território nacional, cujo objetivo foi subsidiar a execução do Plano e gerar dados para sua modernização.

Avaliado e aprovado previamente pelo Comitê Diretor da Plataforma ABC, em maio de 2018, o trabalho teve como objetivos discutir e analisar a lógica produtiva das tecnologias em agricultura de baixo carbono, realizar uma estimativa inicial da contribuição do Plano ABC para a mitigação das emissões de GEE, ressaltando-se as variações e incertezas dos dados disponíveis sobre a adoção das TECABC, a diversidade de sistemas de produção e manejo do solo e a ausência de coeficientes de emissões regionalizados.

De acordo com os autores, “o estudo comprova o compromisso do estado brasileiro em relação à sustentabilidade da agropecuária, setor que representa a base do complexo agroindustrial responsável pelo superávit da balança comercial, além de ratificar sua responsabilidade com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS 13), o que prevê medidas urgentes para combater as mudanças climáticas e seus impactos”.

O pesquisador Celso Manzatto, um dos autores da publicação e coordenador da Plataforma ABC, diz que a implementação e o monitoramento em larga escala da adoção de TECABC, bem como a estruturação de estatísticas, bases de dados e coeficientes de emissão são demandas atuais de mercado sobre a sustentabilidade do agronegócio brasileiro e oportunidade de negócios nas finanças verdes. Entretanto, demandam a implementação da atuação da Plataforma ABC, a internalização e a integração institucional dos diversos atores do tema − pesquisadores, técnicos, extensionistas e produtores rurais − visando à definição de metodologias e responsabilidades por meio de uma Rede Colaborativa, cujas ferramentas de monitoramento em larga escala já estão disponíveis e validadas. “O desenvolvimento de uma metodologia de Monitoramento, Relatório e Verificação (MRV) recomendada pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) é ainda uma meta do Plano ABC a ser cumprida”, enfatiza ele.

Fundamentado em bases científicas e tecnológicas, o Plano ABC reuniu as mais eficientes tecnologias de produção, que resultam em ganhos produtivos, longevidade, resiliência e contribuem também para a redução das emissões de GEE. “Com isso, torna-se imprescindível o acompanhamento das ações e a verificação do avanço da adoção das tecnologias, tanto para reconhecer o sucesso do Plano ABC quanto para compreender onde podemos avançar”, explica Manzatto.

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