Fernandes Aquino, técnico em enfermagem em Colíder (MT) denuncia descaso da SES/MT pela falta de pagamentos de adicionais da categoria e diz que Governo cria dificuldades

O Técnico em Enfermagem, Fernandes Aquino, participou de entrevista na Rádio Aliança FM, no programa “Estação Livre” apresentado por Claudemir Lima, dentro do quadro “Cidade em Pauta” com a participação da Rosely Pereira.

Por Claudemir Lima (redação)

Fernandes Aquino, técnico em enfermagem, foi o entrevistado de quinta-feira (29), no “Cidade em Pauta” – Foto por: Fernandes Aquino/pessoal

Recebemos nesta quinta-feira (29) no estúdio da Rádio Aliança FM, no programa “Estação Livre” no quadro “Cidade em Pauta”, o Técnico em Enfermagem, Fernandes Aquino, que tem liderado movimento para chamar a atenção da população e autoridades competentes sobre a falta de pagamento de adicionais para a categoria por parte do governo estadual. Fernandes veio ao programa justamente para elucidar estes assuntos e detalhar os fatos que são tidos como descasos pelos profissionais da saúde.

Nos últimos dias 22 e 23 deste mês de abril, a categoria dos profissionais da enfermagem realizaram manifestos solicitando que o governo estadual atenda as reivindicações e faça os devidos pagamentos exigidos. Fernandes Aquino trouxe consigo uma nota do governo estadual que diz desconhecer a falta de vários pagamentos em atrasos e que são solicitados pela categoria. Fernandes apresentou documento constando a assinatura da Diretora do Hospital Regional de Colíder, Miriam Moreira, para demonstrar que até mesmo a responsável pela gestão do hospital nomeada pelo próprio governo estadual está a par do problema.

Profissionais reivindicam pagamento de adicionais do governo estadual Foto por: Fernandes Aquino

O entrevistado Fernandes Aquino agradeceu o espaço concedido e diz que procuraria “esclarecer o que acontece na saúde pública no estado de Mato Grosso”. Fernandes atua como técnico há quase 10 anos, formado desde 2011 pelo SENAC. “Hoje eu trabalho no Hospital no Setor Covid e no setor do Hospital. Então nós estamos nessa luta ai por amor ao trabalho e ajudar o próximo”, declarou Fernandes.

Sobre as várias reivindicações, Fernandes Aquino disse que menciona nas manifestações que são “nove meses” que o débito do governo existe com o grupo de trabalhadores. “É uma gestação. É uma criança que está nascendo. Uma criança do débito do governo que nasceu nas nossas vidas. Não é nove dias, não é nove semanas. São nove meses de débito. Desde julho o governo deve pra gente”.

Profissionais realizam caminhada com faixas de reinvindicações Foto por: Fernandes Aquino

O enfermeiro Fernandes Aquino criou um grupo no aplicativo WhatsApp chamado “O Melhor Para a Enfermagem” para unir o grupo em torno de objetivos comuns e debates sobre a situação. “O governo dizia que a culpa era do RH, nosso RH dizia que a culpa era do governo e foi passando meses. E eu já ouvi críticas da população dizendo que ‘você não precisava ir na mídia’. Precisava sim, se o que a gente faz ali dentro pra resolver a situação não está sendo feita, a gente tem que buscar o apoio da população em geral, fora aqueles que são contra nossas atitudes, para a gente não fazer uma greve”.

Fernandes disse que caso os profissionais fizessem greve neste tempo agravaria ainda mais a situação da crise da pandemia de covid-19 no município e, consequentemente, no estado, provocando mais óbitos. “Única coisa que a gente quer é receber”, enfatizou. O técnico de enfermagem relata ainda que desde os noves meses para cá alguns dos seus colegas tem adicionais noturnos de insalubridade, plantões e férias para receber. Fernandes confirmou que o adicional de insalubridade dele está sendo pago no valor de R$ 185 enquanto que alguns não estão recebendo. “A partir do decreto do governo, adicional de insalubridade que foi no dia 01/01/2020, conforme publicação no DOU N° 27677 do dia 24 de 2020 (supunha-se que o entrevistado esqueceu de citar o mês de janeiro).

Profissionais se manifestam de frente ao Hospital Regional de Colíder Foto por: encaminhado por Fernandes Aquino

Com um documento assinado pela diretora do Hospital Regional de Colíder em mãos, Fernandes entende que o governo reconhece as solicitações da categoria. “Como eu não tenho direito governador se a sua diretora que administra o Hospital me fez um documento solicitado por mim junto a Ouvidoria do Estado requerendo todos os direitos meus que está em atraso? Não existe governador um profissional trabalhar e você dizer que ele não tem direito a férias. São esses as nossas brigas, as nossas lutas, as nossas reivindicações: direito a adicional de insalubridade, adicional noturno, adicionais de plantões e férias”, exclamou Fernandes.

Segundo Fernandes, a categoria já mandou ofícios para a Assembleia Legislativa. Ele disse que já repassou solicitação para a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e que a parlamentar se propôs a fazer ofício para encaminhar o assunto para o Legislativo. “Dilmar Dalbosco, representante da região, já está fazendo as movimentações dele lá e a nossa classe política de vereadores, alguns me procuraram”, declarou.

Categoria reivindica piso salarial e pagamento de adicionais Foto por: encaminhado por Fernandes

Fernandes leu no ar uma nota apresentada pela Secretaria Estadual de Saúde mediante matéria publicada pelo jornal Folha de Colíder. A nota diz que: A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informa que, devido à necessidade de ajustes e conformidades nos processos de pagamento dos servidores do Hospital Regional de Colíder, os valores de plantões e adicionais noturnos relativos até o mês de novembro de 2020 serão pagos até o dia 30 de abril. Já os meses de dezembro de 2020 e janeiro de 2021 serão regularizados até o dia 10 de maio, em folha complementar. Contudo, a gestão estadual informa que os pagamentos do adicional de insalubridade estão regulares no Hospital Regional de Colíder, não havendo qualquer pendência. A SES também desconhece pendências relativas às férias dos servidores desta unidade hospitalar”.

Em relação a menção do governo em dizer em nota que “desconhece pendências relativas às férias dos servidores desta unidade hospitalar”, Fernando argumenta que o documento que a diretora do Hospital Regional de Colíder assinou e encaminhou ao Estado prova o contrário.

Documento repassado por Fernandes Aquino
Documento repassado por Fernandes Aquino

Para Fernandes, a diretora do Hospital Regional de Colíder, Miriam Moreira, compreende a manifestação dos profissionais da saúde e “está mobilizada (…) tanto é que o governo justifica que o processo foi preenchido errado”. Fernandes ressalta que parece haver falta de vontade do governo em acertar os devidos adicionais aos enfermeiros criando dificuldades por meio de burocracias em preenchimento de documentações. Para ele seria mais fácil se o sistema de registro de atividades relacionadas aos preenchimentos destas documentações fosse em plataforma digital.

Documento repassado por Fernandes Aquino

Fernandes relata que os profissionais da categoria dos municípios de Sinop, Alta Floresta, Sorriso e Rondonópolis estão na mesma situação. “O processo vai até a SES, o processo de plantão, de insalubridade, chega lá a SES encontra dificuldade neste processo e manda de volta. A gente da enfermagem tem uma revolta muito grande sobre estes processos porque são feitos coletivos e não individuais. Então se o João deixou de assinar uma linha lá do adicional de plantão, ao invés deles tirarem o do João, mandar para cá, para arrumar só o do João, eles mandam de toda a classe, de toda a unidade. Se o João errou todo mundo paga”, exemplifica Fernandes. “Estou lutando porque conforme disse para vocês e disse no manifesto e volto a dizer, disse para a diretora Miriam, para minha coordenadora Juliana, eu tenho medo de represálias deles me mandarem embora, mas eu também tenho de não conseguir pagar as contas”, explicou.

Fernandes Aquino comentou também sobre os novos decretos estadual e municipal que flexibilizaram medidas permitindo funcionamento de comércios até mais tarde em relação às normativas anteriores. Para ele, todo serviço é essencial e que os decretos agora estão ajudando mais os comerciantes. Porém, ele observa que há muitos grupos de jovens em festas clandestinas ou até mesmo visíveis à população que não estão compreendendo a gravidade da situação da crise sanitária.

CIDADE EM PAUTA

“Cidade em Pauta” tem sido importante para trazer temas relevantes para a sociedade de Colíder e região. É um quadro de segunda a sexta-feira dentro do programa “Estação Livre” apresentado por Claudemir Lima, com a participação da Rosely Pereira. Vale a pena você acompanhar. Bom, todo assunto tratado lá, no rádio, se transforma numa matéria aqui. Se você chegou até aqui, gostaremos de pedir com todo carinho: volte mais vezes ao nosso portal!

Da esquerda à direita: Claudemir Lima, Fernandes Aquino e esposa e Rosely Pereira Foto por: Altonorte

Reportagem: Claudemir Lima

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Next Post

Reclamações contra instituições financeiras disparam na pandemia

sáb maio 1 , 2021
Dados são do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Via Agencia Brasil Levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em dois canais que atendem consumidores – consumidor.gov.br e Banco Central – revelou uma explosão de reclamações sobre os serviços financeiros. O registro das queixas contra os bancos, financeiras ou administradoras […]