Governador fala da importância de melhorias na logística

Ouça a entrevista com Juliana Mani

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, presente na inauguração da BR-163, juntamente com o presidente Bolsonaro, destacou que o estado precisa ser visto e respeitado como o maior produtor agrícola do país.
Ele destacou que já falou com o Ministro de Infraestrutura Tarcisio de Freitas também sobre a importância da continuidade do trabalho feito na BR-163 no trecho de Cuiabá a Sinop.
“Foi feito uma concessão, está se cobrando pedágio. Ele me garantiu que esse ano tomará providências para que a duplicação possa continuar”.
Mendes ressaltou que todo investimento em logística significa melhorar as condições e Competitividade dos produtos. “O preço não é formado no Estado, ele é mundial. Então se temos uma logística muito cara, dificulta ao produtor ter rentabilidade e continuar expandindo essa importante atividade econômica em Mato Grosso”, disse.
Há alguns anos, levava-se de 12 a 14 dias para uma carreta chegar de Sorriso a Miritituba. Hoje leva-se dois dias. O frete caiu e com isso tornou-se mais competitivo produzir em Mato Grosso e trouxe a possibilidade de ampliar a produção.
Sobre a ferrovia, o governador ressaltou que o Ministro garantiu que até o final do primeiro semestre o licenciamento estará pronto para ser apresentado ao Ibama. “O estudo é um trabalho longo e complexo, mas está sendo finalizado’ destaca.
Segundo ele, a meta do governo federal é até 2021 estar com a obra licitada e contratada. A Ferrogrão será de 1050 km, ligando Sinop até Miritituba, barateando o frete, deixando mais renda na mesa do produtor.
Sobre a discussão da redução de ICMS com Bolsonaro, Mauro Mendes disse que quem fala sobre economia é o Ministro Paulo Guedes. “Em uma discussão com Paulo Guedes, envolvendo todos os governadores, ficou definido que essa questão será remetida para a reforma tributária que está acontecendo no congresso nacional”.
Mendes disse que está preocupado porque Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás são os estados que mais podem perder com essa reforma.
“Temos que ficar muito atentos para não termos um desequilíbrio fiscal no estado. A tributação nesse novo modelo seria apenas no consumo e aí perderíamos porque não teríamos os tributos da produção”, disse.
Sobre o Fethab, Mendes disse que está tranquilo sobre a manutenção da sua funcionabilidade.

Por: Juliana Mani/Altonorte

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