Município de Colider (MT) debate reabertura de escolas particulares

O secretário de Educação, Márcio Fernandes, considera justa a reivindicação das escolas da rede privada. Segundo ele, o município já tem um plano de contingência para atender esse tipo de necessidade.

Via Assessoria

As aulas presenciais estão suspensas devido ao covid-19. Enquanto isso, as escolas particulares de Colíder oferecem o ensino online aos seus alunos. Mas alguns estudantes não conseguem compreender adequadamente os ensinamentos repassados pelo professor. Para contornar a situação, as instituições propõem atividades de reforço no ambiente escolar mediante a adoção de um protocolo de segurança. A questão foi tema na reunião desta quarta-feira (10.06) entre o prefeito de Colíder, Noboru Tomiyoshi, representantes das unidades privadas e os membros do Comitê de Prevenção e Combate ao Coronavírus.

As escolas particulares relatam que alguns alunos não conseguem aprender adequadamente através das aulas lecionadas pela internet. Essa dificuldade prejudica a qualidade da transferência de conhecimentos e exige que o estudante receba a orientação direta do professor. “É uma proposta. Não tem nada aprovado ainda. É preciso criar um protocolo de procedimentos para essa atividade presencial”, esclarece Noboru Tomiyoshi.

Atualmente, as escolas particulares de Colíder atendem cerca de 500 alunos. O prefeito comenta que a oferta de ensino, mesmo online, é importante para manter esses estudantes matriculados na rede privada. “As escolas públicas não tem condições de absorver essa demanda, caso essas escolas venham a fechar. Além disso, mais de cem profissionais ficarão desempregados”, alerta o prefeito.

O secretário de Educação, Márcio Fernandes, considera justa a reivindicação das escolas da rede privada. Segundo ele, o município já tem um plano de contingência para atender esse tipo de necessidade. “A Secretaria Municipal de Educação, as escolas privadas e municipais, Sintep, Conselho Municipal de Educação e as instituições de ensino superior participaram conosco da elaboração desse plano de contingência. Foi consolidado com a Vigilância em Saúde. Ali, estão descritos todos os protocolos que devem ser adotados. E o Ministério Público e a Vigilância entendem que cada escola pode realizar o seu plano de contingência baseado naquilo que nós já construímos”, menciona.

PROTOCOLO DE SEGURANÇA

A coordenadora do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, Vilma Aparecida Moura, diz que as escolas precisam construir um protocolo de segurança para realizar o atendimento presencial. “Precisam seguir os protocolos de saúde, e elas precisam ter isso por escrito, todo o procedimento, desde aceitar essa criança até o horário dessa criança sair. A escola precisa estar preparada para o caso de essa criança sentir algum sintoma. Precisa assumir essa responsabilidade”, pondera.

Textp | Sérgio Ober

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