O rádio como veículo de credibilidade neste momento de isolamento social, apontam pesquisas

Por Claudemir Lima

O radio é o companheiro do brasileiro há muito tempo. Companheiro para todas as horas. Desde as primeiras transmissões de 1922, o rádio não perdeu espaço no “coração” dos ouvintes. Ou melhor, o rádio sempre esteve lá, na estante, na mesa, nos currais, no escritório e viajando com os caminhoneiros pelo Brasil afora.  O rádio tem essa magia e ainda perdura sua vontade de agradar e encantar a todos.

São muitos adjetivos para descrever o rádio. E quando falamos em coisas boas, nos lembramos de todos os momentos em que nos emocionamos com histórias, programas e músicas através das ondas sonoras do rádio. Ficaremos aqui horas e horas conversando sobre esses instantes.

Mas estamos aqui para falar da credibilidade do rádio enquanto veículo transmissor de informações. A comunicação ganha nobreza pelo rádio. Quantas e quantas vezes você ouviu alguém lhe falar que ouviu isso ou aquilo no rádio. Observa-se então o grau de confiança e a envergadura da responsabilidade em usá-lo como comunicação com o povo.

Mas o rádio ganhou outros apoios, alicerces, melhor dizer deste modo. São as mídias sociais. Não somente o rádio mas a TV, jornal impresso, etc. precisaram abraçar a digitalização e consequentemente, o surgimentos dos canais sociais de relacionamentos. São vários. Podemos citar aqui, os mais utilizados, Facebook, Instagram, YouTube e WhatsApp. Mesmo estes canais sendo produtos oferecidos pelas empresas bilionárias do ramo, essas mídias favoreceram um novo modo de nos comunicar. E o rádio precisou acompanhar.

Praticamente todas as rádios, sejas elas comerciais ou comunitárias, possuem outro canal de interação entre ouvinte e a rádio (canal).

 Foi preciso criar uma conta no Facebook e postar as rotinas do canal.  Foi necessário interagir através de lives (vídeo ao vivo). Foi interessante colocar o número de WhatsApp á disposição para os ouvintes mandarem mensagens escritas e áudios. E hoje o áudio pelo WhatsApp substituiu a antiga bina ou a chave híbrida (receptor do sinal telefônico para colocar o ouvinte no ar). Lembramos que há pouco (e falo aqui ainda de dez anos para traz), utilizávamos equipamentos para fazer links (transmissões) ao vivo, seja para reportar uma informação instantânea, seja para atender estratégia comercial. Hoje o smartphone possui tudo o que precisamos: aplicativos.

O rádio como veículo de credibilidade neste momento de isolamento social

As últimas pesquisas apontam o rádio como um dos veículos de maior credibilidade e de audiência neste período de isolamento social devido á pandemia do novo coronavírus.

Pesquisa aponta que a audiência do rádio cresceu 20%, segundo dados da agencia Kantar IBOPE Media, realizada nos primeiros dias de abril. Na pesquisa realizada, 52% das pessoas escutam o rádio para ouvir música, 50% para distrair e 43% para se informar. Para se informar sobre a pandemia do coronavírus são 23%.

Ficou registrado que 84% revelaram ouvir o rádio através do aparelho, 19% dizem que ouvem pela internet e 12% pelas transmissões no YouTube.

Em setembro de 2019, a Kantar IBOPE Media apontou que o ouvinte “cada vez mais conectado impacta também em como o conteúdo de rádio é consumido. Por isso, a abrangência do meio chega aos mais diferentes devices. A maioria (84%) ainda escuta o rádio pelo aparelho comum, enquanto 20% afirmam ouvir pelo celular, 4% por meio de outros equipamentos e 3% pelo computador’.

As pesquisas enaltece o lado amigo do rádio. Por outro lado, mostra que o rádio é fácil de ser consumido enquanto mídia de comunicação. O ouvinte não precisa deixar de se movimentar. Enquanto lava roupa ou arruma a casa, por exemplo, o rádio pode ser ouvido, sem que tenha que estacionar o movimento, a rotina. Por isso que grandes estudiosos da radiofonia sugere o rádio como o veículo da instantaneidade sem ser intromissivo e intransigente na vida das pessoas.

Ele está ali, o rádio. Quando ligado, precisa apenas ser ouvido. As cenas, as circunstâncias, tudo à sua volta, não será atacado pela sua presença.

Fontes: https://www.kantaribopemedia.com/radio-alcanca-83-dos-brasileiros-e-e-mais-popular-entre-os-jovens/ https://primeiroasaber.com.br/2020/04/14/pesquisa-aponta-que-audiencia-do-radio-cresceu-20-durante-distanciamento-social/

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