Produção da Abraciclo volta ao nível de 2019 apesar de ainda faltarem componentes para bicicletas mais caras

Montagem de bicicletas mais caras, incluindo as elétricas, ainda sofre para voltar aos níveis anteriores à pandemia.

Via Assessoria Abraciclo

Foto por: Abraciclo

O vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, associação que reúne as indústrias localizadas no Polo Industrial de Manaus, Cyro Gazola, está preocupado com os efeitos que um novo lockdown em cidades chinesas vai provocar no abastecimento de bicicletas mais caras, incluindo as elétricas, aqui no mercado brasileiro.

Na semana passada, Xangai decretou emergência sanitária para controlar um novo surto de Covid-19 e obrigou os moradores a ficaram trancados em casa. Por causa do lockdown, a cadeia de suprimentos deve atrasar mais três meses, vindo de um atraso ainda maior, de oito meses, por causa da pandemia.

 “As peças não chegam. Ainda faltam selins, freios e transmissão para bicicletas de médio e alto valor agregado. Quem traz lote vende tudo”, explica ele durante a coletiva virtual em que foram apresentados os resultados do primeiro trimestre de 2022.

Entre janeiro e março deste ano, as associadas registraram produção de 183.019 unidades, alta de 7,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, uma produção que já retorna ao patamar de 2019 quando foram fabricadas 183.742 unidades.

Enquanto a montagem de bicicletas mais caras, incluindo as elétricas, ainda sofre para voltar aos níveis anteriores à pandemia, a produção daquelas de valor abaixo de 5 mil reais já está normalizada.

“Pela primeira vez, tem até estoque”, informa o executivo, que relata ter identificado o início de algumas promoções no varejo. O setor se apressa em vender logo tanto o que encalhou no Natal quanto o que está parado desde o final de fevereiro, quando as enchentes enfrentadas por muitas cidades do Sudeste, o maior mercado das associadas, prejudicaram o comércio de bicicletas.

Normalização mesmo, tanto no cenário interno quanto no externo, só em 2023, quando o mercado global passará a trabalhar com uma nova base de produção, que cresceu estruturalmente por causa da pandemia.

Produção por categoria

Com 112.629 unidades e 61,5% do volume total produzido, a Moutain Bike (MTB), foi a categoria mais produzida no primeiro trimestre. Em segundo lugar, ficou a Urbana/Lazer (52.014 bicicletas e 28,4% da produção), seguida pela Infanto-juvenil (12.582 unidades e 6,9%).

Em termos porcentuais, a categoria que registrou maior crescimento foi a Estrada. Foram fabricadas 3.161 unidades, alta de 31,4% na comparação com os três primeiros meses do ano passado (2.405 bicicletas). Na sequência aparece a Elétrica, com 2.633 unidades produzidas, volume 18,3% maior ao registrado no mesmo período do ano passado (2.225 bicicletas).

Gazola ressalta que a procura pela bicicleta elétrica cresce ano a ano. “A bicicleta elétrica permite que você vá a qualquer lugar com agilidade e conforto. Os brasileiros também seguem uma tendência mundial de optar por produtos em sintonia com o meio ambiente e adotar um estilo de vida mais saudável”, explica.

Para este ano, a expectativa da Abraciclo é que sejam fabricadas 15 mil unidades de bicicletas elétricas, o que representa um aumento de 45,7% na comparação com 2021 (10.294 mil unidades).

No ranking de produção mensal, as posições do primeiro trimestre foram mantidas: MTB (35.343 unidades e 61,1% do volume total produzido), Urbana/Lazer (13.923 unidades e 24,1%) e Infantojuvenil (7.574 e 13,1%).

Exportações

No primeiro trimestre, os embarques de bicicletas para o mercado externo totalizaram 4.122 unidades, aumento de 22,5% na comparação com o mesmo período de 2021 (3.365 bicicletas).

De acordo com levantamento do portal Comex Stat, que apura os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, o Paraguai foi o principal destino, com 3.277 unidades e 79,5% do total exportado. Na sequência, ficaram a Bolívia (480 unidades e 11,6% das exportações) e o Uruguai (220 bicicletas e 5,3%).

Em março, foram exportadas 51 bicicletas, sendo quase que a totalidade das unidades destinadas à Bolívia. O volume foi 97,4% menor ao registrado em fevereiro (1.945 unidades) e 96,8% inferior ao mesmo mês do ano passado (1.582 unidades).

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