Registro de defensivos agrícolas de controle biológico bate recorde em 2020

Os produtos considerados de baixo impacto ambiental possuem ingredientes ativos biológicos e podem ser autorizados para uso na agricultura orgânica

Via Canal Rural

Foto: Antônio Araújo/Mapa

O total de defensivos agrícolas de controle biológico disponíveis para uso no mercado chegou a 76 produtos em 2020. Segundo informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), esse é o maior número de registros de produtos desse perfil em um mesmo ano.

Na sexta-feira, 27, o Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária publicou no Diário Oficial da União o registro de 42 produtos formulados, ou seja, defensivos agrícolas que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Deste total, 13 são defensivos agrícolas de controle biológico, sendo seis deles autorizados para uso na agricultura orgânica.

Os produtos considerados de baixo impacto possuem ingredientes ativos biológicos, microbiológicos, semioquímicos, bioquímicos, fitoquímicos e reguladores de crescimento, podendo ser autorizados para uso em vários casos na agricultura orgânica. Ao mesmo tempo em que contribuem para o aumento da sustentabilidade da agricultura nacional, os produtos fitossanitários com agentes de controle biológico na sua formulação são alternativas para os produtores rurais no combate às pragas.

Dos 13 produtos registrados nesta sexta, 11 são compostos por micro-organismos como Beauveria bassianaBacillus amyloliquefaciens ou Metarhizium anisopliaeCryptolaemus montrouzieri e Hirsutella thompsonii, agentes biológicos de controle de pragas que atacam os cultivos brasileiros. Outros dois registros têm como base ácido giberélico, hormônio vegetal que atua como regulador do crescimento das plantas.

Todos os produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país e alguns contêm mais de um ingrediente ativo. De acordo com o Mapa, o registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.

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