Saúde Pública de Colíder (MT): Atenção Básica e Vigilância em Saúde falam de mobilizações e definições de enfrentamento da pandemia do covid-19, no “Cidade em Pauta” (Aliança FM).

Na manhã de quinta-feira (19/03), estiveram presentes os responsáveis pela Atenção Básica e Vigilância em Saúde (Colíder-MT), Kellen Sousa e Rogério Nunes, respectivamente, para debater juntamente com os ouvintes da Aliança FM 99,9 um assunto mais que vigente: coronavírus, o Covid-19 e seu impacto local.

As pautas do quadro “Cidade em Pauta” foram para informar das atividades de mobilizações e definições de enfrentamento à pandemia. Os entrevistados ficaram à vontade para expor os rumos, os caminhos, que poderão tomar caso haja um fato comprovado de paciente infectado (sintomático). Esses rumos esbarram, como explicado na entrevista, na questão da falta de cuidados das pessoas e talvez, um pouco de descrença na possibilidade do vírus chegar ao município.

 “A pediatria e enfermaria funcionando normalmente, ou seja, neste período de crise agora por conta do coronavirus, algumas coisas nos deixam esperançosos, o retorno da UTI Neonatal”.

MUITOS ACHAM QUE O VÍRUS NEM EXISTE

Muitos não acreditam que poderá haver impactos na localidade. Mas a informação é essencial nesse momento, para entender, por exemplo que na Itália, também havia desatenção e descrença da potencialidade destrutiva do vírus, covid-19. Relatos mostram que as consequências foram e ainda são terríveis (até o presente momento), atingindo principalmente grupos de idosos no país italiano. Especialistas alertam que no Brasil haverá um explosão crescente de casos nos próximos dias. Rogerio Nunes, da Vigilância de Saúde comenta que muitos acham que o vírus nem existe, ficam receosos, e endurecem o comportamento diante das exigências federais.

Kellen Sousa, responsável pelo setor de Atenção Básica, expôs que profissionais da saúde estiveram reunidos na data de ontem (18/03), em dois momentos, períodos matutino e vespertino,para criarem estratégias de domínios da situação. Vamos ler a seguir.

DEFINIÇÕES DA SAÚDE PÚBLICA DO MUNICÍPIO

Ficou definido que a partir do dia 25/03, o Posto Saúde da Família (PSF) Perim irá, – caso haja infectados reais – realizar os atendimentos de averiguação e controle emergencial. Este pronto atendimento será o de referência para atender pacientes com sintomas. Kellen Souza destacou que não se tem nenhum caso de paciente com o vírus em Colíder (MT) e que não se deve criar pânico caso apareça com sintomas (semelhante) do coronavírus. Ficam suspensos alguns atendimentos de natureza leves nas unidades base, como: atendimento com psicólogos, pediatria, nutricionista, dentista, que não são de urgências, afirma. E nos próximos dias serão colocados à disposição um telefone para tirar dúvidas. A Secretaria Municipal de Saúde pede aos munícipes uma compreensão e que procure as unidades bases quando realmente for necessário. Ela esclarece que todos serão atendidos, passando por uma triagem, com análises de casos que precisam de ação emergencial.

A ORDEM É EVITAR AGLOMERAÇÕES DE PESSOAS

Na fala do Rogério Nunes, responsável pelo setor de Vigilância em Saúde, as pessoas precisam se cuidar e obedecer ordens básicas do próprio Ministério da Saúde. As dicas são as mesmas veiculadas pela mídia: como lavar as mãos, principalmente com água e sabão, evitar multidões, ficar em casa, para que assim não transmita para os vulneráveis; os idosos e pessoas com diabetes, hipertensos, fumantes habituais e cardíacos.

Rogério Nunes volta a destacar a questão de que as pessoas na Itália não levaram a sério a propagação do vírus até entrar em estágio de emergência de saúde pública. No Brasil aumentou consideravelmente o número de casos suspeitos em dois dias. A preocupação é que as pessoas por aqui e quase todo o Brasil mantém o fluxo de rotina, de aglomerações, discorre Rogério. EM Mato Grosso ainda está podendo desenvolver um registro de origem da infecção, ou seja, não está sendo ainda uma transmissão comunitária.

NÃO ENTRAR EM PÂNICO

Para ser compreendido que a pessoa tem o coronavirus, ela precisa ter febre acima de 37°, estar com dificuldade de ar, batimento das asas nasais e ainda ter vindo ou estado com alguém que veio de países com disseminação do vírus. Caso não se enquadre nestas descrições, a pessoa receberá a mesma atenção por parte da saúde pública, e o doente deverá obedecer os protocolos.

Uma ouvinte quis saber se o álcool normal, em líquido, tem a mesma eficácia e foi respondido que na falta do álcool em gel, proceda-se com as lavagens das mãos com sabão de forma correta que está provado que obtém até melhor resultado.

Em resumo, todos devem tomar consciência das suas responsabilidades, e devem evitar aglomerações. É preciso se sacrificar agora e ficarmos mais tranquilos depois, disse Rogério Nunes, da Vigilância de Saúde de Colíder/MT.

Reportagem e redação de jornalismo: Claudemir Lima

Rogério Nunes e Kellen Sousa
Na foto, Claudemir Lima (jornalista/radialista), Rogério Nunes, da Vigilância Sanitária e Kellen Sousa, da Atenção Básica da Saúde

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