Terapeuta ocupacional do CAPs de Colíder (MT) fala sobre o Dia Mundial da Saúde Mental (10/10) e ressalta sinais que indicam desequilíbrios emocionais

Carmen Alice Stropa atende no CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial) pelo município de Colíder (MT) e falou sobre o Dia Mundial da Saúde Mental em entrevista exclusiva ao programa “Estação Livre”, na Aliança FM, no quadro “Cidade em Pauta”, na sexta-feira (08) .

Por Claudemir Lima

Terapeuta ocupacional fala sobre o Dia Mundial da Saúde Mental (10/10) e ressalta que pandemia tonalizou desequilíbrios emocionais Foto por: Henrique Hoffmann/Grupo Alvim de Comunicação

Neste domingo, dia 10 de outubro, é o Dia Mundial da Saúde Mental, data criada em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health).

A terapeuta ocupacional, Carmen Alice Stropa, ressaltou que a data chama a atenção para os aspectos negligenciados no dia a dia, como o nosso bem-estar emocional e físico. Para a terapeuta, é preciso observar se as nossas necessidades básicas estão sendo afetadas por algum transtorno mental.

Carmen Alice Stropa atende no CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial) pelo município de Colíder (MT) e na empresa Veritá. A terapeuta falou sobre o tema em entrevista exclusiva ao programa “Estação Livre”, na Aliança FM, no quadro “Cidade em Pauta”, na sexta-feira (08).

“O terapeuta ocupacional vai atuar na vida da pessoa quando as questões funcionais do ser humano não estão legais devido alguma doença, uma depressão, no caso da criança, um autismo, hiperatividade. Se a vida do ser humano estiver comprometida, o terapeuta ocupacional vai estar atuando”, explicou a terapeuta.

Podemos afirmar que a pandemia atingiu e agrediu diretamente nosso sistema psicológico, seja por meio das perdas familiares ocorridas, seja pela exposição ao vírus e contágios a que ficamos submetidos. Somando-se a tudo isto, vieram os excessos de informações e as desinformações em redes sociais e em meios oficiais de comunicação, como nas TV’s e sites.

Imagem por: Studiogstock/Freepik

Segundo Carmen Alice Stropa, os excessos foram produzindo cargas de estresse, desencadeando sintomas depressivos e de ansiedade, como sequelas de uma pandemia, que ainda não se foi. No Brasil, a pandemia já levou a óbito mais de 600 mil pessoas. Todavia, permanecem abrandados os casos de internações em UTI’s com diminuição de casos graves, em virtude do aumento de vacinados.

A terapeuta também analisa que o “isolamento social forçado” foi fator principal para tonalizar as desordens emocionais. Ela ressaltou que os problemas emocionais não são detectados por exames, tornando-se invisíveis aos outros, ao contrário de um problema físico que pode ser facilmente diagnosticado. “Lidar com que é invisível é muito difícil e precisa de muita atenção, por isso que existe o Dia Mundial da Saúde Mental”.

Carmen Stropa comentou sobre o respeito às funcionalidades de cada fase etária, como na infantil, que é brincar; e na adulta, as obrigações do trabalho e família. Quando a criança, adolescente ou o adulto não conseguem desenvolver corretamente suas funcionalidades, pode estar havendo aí, um desequilíbrio emocional.

Os profissionais da psicologia e terapia ocupacional são indicados para o desenvolvimento de avaliações, com intuito de devolver o equilíbrio emocional para cada indivíduo, afetado por algum transtorno mental.

Em Colíder, o CAPs conta com uma equipe multiprofissional, com atividades coletivas e individuais, além do tratamento médico. A terapeuta reforçou a importância da sociedade quebrar estigmas de preconceitos por quem passa por problemas emocionais e reiterou que a pessoa não deve se sentir intimidada em buscar ajuda de um profissional da saúde mental.

Para mais informações e dicas da terapeuta, ouça a entrevista abaixo:

O isolamento social e a solidão aumentaram o risco de depressão (Fonte: Pebmed) Imagem por: Femerj/reprodução

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